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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), divulga o primeiro levantamento para os sete principais produtos no plantio das águas na safra 2009/2010. As culturas do algodão, amendoim, arroz, batata, feijão, milho e soja, totalizam uma área de 1,36 milhão de hectares ante 1,32 milhão de hectares do ano agrícola 2008/2009. 

Veja as perspectivas para cada produto: 

Amendoim das águas - As perspectivas apontam redução de 13,2% na área, de 69,3 mil para 60,2 mil hectares. Segundo o estudo, uma das possíveis causas é o fato de que áreas destinadas à produção do amendoim serão substituídas pela produção de soja, que apresentam melhores resultados até o momento.

Feijão das águas - Poderá aumentar nessa safra, ocupando 8% a mais de área no Estado, totalizando 92,4 mil hectares. O incremento pode ser explicado, pela manutenção da demanda nos níveis do período anterior - o preço da saca de 60 quilos de feijão carioquinha em São Paulo se mantém estável.

Milho - A intenção de plantio da área de milho (safra de verão, incluindo o milho irrigado) é praticamente a mesma da safra anterior, 635,5 mil hectares em 2009/2010 ante 634,5 mil em 2008/2009, ou seja, 0,2% superior. A possibilidade de melhores condições no mercado internacional (os preços no mercado norte-americano permanecem em níveis superiores aos do ano anterior) e a perspectiva de boa safra, podem ter influenciado na decisão do produtor nacional em manter os números da área plantada, já que as condições climáticas estão favorecendo o desenvolvimento da cultura. A área de produção irrigada de milho permaneceu com valores muitos próximos aos apresentados ao final da safra passada, ocupando 44,8 mil hectares no Estado.

Soja - Para a safra de verão, incluindo a soja irrigada, há expectativa de um crescimento na área ocupada de 8,7% comparando-se à safra passada, o que se deve, provavelmente, aos bons preços do produto no mercado. Além de substituir parte das áreas cedidas pelo algodão e amendoim, a cultura também vem sendo utilizada nas reformas dos campos de cana-de-açúcar. A área com soja irrigada apresenta um crescimento de 20,8 % em relação ao ano passado, totalizando 11,7 mil hectares para 2009/2010. 

Algodão - A expectativa é de redução de 4,3% para a área de algodão, que deverá atingir 14,9 mil hectares. 

O próximo levantamento que será realizado no campo em novembro, referente ao ano agrícola 2009/10, deverá caracterizar melhor o quadro da agricultura paulista. Nesse estudo será possível obter as primeiras informações de produção e produtividade para as culturas.

A COOMABAF
, através do Srº. Presidente Antonio Jorge F. dos Santos, agradece a SESCOOP - OCB/RJ pela brilhante palestra proferida pelo Drº. José Ailton Junqueira de Carvalho, e também a presença do Sr. Antonio Silva Bispo representando a Sra. Maria de Fátima Moraes Rodrigues – Superintendente dessa Entidade, no 1º Seminário da Agroindústria da Cana de Açúcar na Baixada Fluminense.
Foram Palestrante também o Dr. Arivaldo Ribeiro Viana - Técnico Pesquisador da PESAGRO/RIO que abordou o tema sobre o Agronegócio da Cana-de-açúcar em  seguida o Drº Nelson Jorge Matos - Prof. do Departamento de Reprodução Animal da UFRRJ Seropédica, falou sobre a Nutrição do Gado Leiteiro.
Compuseram a Mesa o Exº Srº Prefeito do Município de Queimados Max Lemos Rodrigues o seu Vice Srº. José Alves de Carvalho (Dequinha), o Presidente da Câmara de Vereadores de Queimados Srº. Milton Campos Antonio, o Secretário da Agricultura do Município Srº. Carlos Roberto de Moraes (Careca),o Srº Antonio Jorge Ferreira dos Santos (Presidente da Cooperativa Mista Agropecuária da Baixada Fluminense  (COOMABAF)  e também o Vice   Secretário da Agricultura do Estado do Rio de Janeiro o Sr. Cláudio Linhares,representando o seu Presidente  Srº Chistino Aureo ,  o Presidente da Conab/RJ Drº Marcelo Junqueira e a Assessora do Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento (MAPA) Srª . Miria Cruz .
Presentes no evento estavam o Srº. Willians Baptista Dias - representando do SEBRAE/RIO, o Srº. José Glauno Pereira Lima - Emater/Rio, a Sra. Maria Conceição Rosa - Emater/Nova Iguaçu, o Dr. Wilson Carlos - Núcleo de Defesa Animal do Rio de Janeiro, Técnicos, Agrônomos, Veterinários, Biólogos, representantes de ONGs, Comerciantes, representantes de outros Municípios e mais de 100 produtores Rurais do Município de Queimados e adjacências
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Compras de fertilizantes devem ficar concentradas no segundo semestre

Ao contrário do ano passado, quando os produtores rurais anteciparam as compras de fertilizantes, em 2009 as vendas devem se concentrar no segundo semestre.
De acordo com a estimativa da Câmara Temática de Insumos, que se reuniu nesta segunda-feira (28/09) no Ministério da Agricultura, as entregas de fertilizantes aos agricultores, de janeiro a agosto deste ano, devem ficar em torno de 13,4 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 15% em relação às 16 milhões de toneladas do mesmo período do ano passado.
Segundo Cristiano Walter Simon, presidente da Câmara Temática de Insumos, para entender a mudança de comportamento dos produtores, é preciso compreender que a crise financeira trouxe consequências para o setor agropecuário brasileiro baseado na exportação. “Na medida em que o produtor não sabe qual é a demanda pelo que produz, ele não faz investimentos”, diz. Outra explicação seria a expectativa dos produtores em relação aos preços dos insumos, em trajetória de queda. Na comparação com julho do ano passado, por exemplo, os fertilizantes apresentaram uma desvalorização de 36% no mesmo mês de 2009.
Em relação às importações, as estimativas apontam para uma queda de 49% na comparação entre os primeiros oito meses de 2008 e deste ano. A produção interna também deve cair de 5,6 milhões de toneladas, no mesmo período do ano passado, para 4,5 milhões de toneladas neste ano.

Minc defende investimentos de US$ 150 bi para combater desertificação no mundo

O Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu, nesta segunda-feira (28/09) em Buenos Aires, na Argentina, investimentos mundiais da ordem de US$ 150 bilhões em ações de adaptação em áreas semiáridas e desérticas do mundo atingidas pelo aquecimento global devido às mudanças climáticas. Nesta terça-feira (29/9), Minc defenderá a proposta em reunião plenária da COP-9 - Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação.
O encontro teve início em 21 de setembro e prossegue até 2 de outubro. Diante da expectativa de que na COP-15 -Convenção sobre Mudança do Clima - que ocorre de 7 a 18 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca, os países fechem acordo sobre a criação de um fundo de adaptação de US$ 400 bilhões, Minc acredita que seria importante que desse montante, cerca de US$ 150 bilhões fossem aplicados em regiões desérticas e do semiárido ao redor do planeta.
No caso do Brasil, o ministro enfatizou a importância de serem aplicados recursos brasileiros e mundiais na região Nordeste, onde vivem 30 milhões de pessoas. Segundo ele, o Brasil é o país com o maior número de habitantes em uma região semiárida. E, caso a temperatura global suba dois graus até o final do século, o Nordeste perderia cerca de um terço de sua economia.
O ministro do Meio Ambiente acredita que o Congresso brasileiro aprovará, até o final de outubro, projeto de lei que cria o Fundo Nacional de Mudanças Climáticas, com 10% de royalties do petróleo, o que garantiria cerca de R$ 1 bilhão por ano para ações de combate aos efeitos do aquecimento global.
Em sua fala nesta terça-feira (29/09), o ministro defenderá, junto aos participantes, acordos de "ecossolidariedade" com a África, continente com regiões semiáridas que sofrem com a ação da desertificação. Minc defenderá ainda que o Brasil, por exemplo, apoie, com transferência de know-how e tecnologia, empreendimentos de plantação de cana-de-açúcar visando à produção de etanol, com exceção de áreas onde se produz alimentos.

Agricultores querem incluir a produção na merenda escolar, comprar terra e garantir o seguro da plantação

Cerca de 300 produtores rurais do médio Sertão irão discutir a aquisição de alimentos da agricultura familiar pelos municípios para incluí-los na merenda escolar, o acesso à terra por meio de um programa de reforma agrária e a inclusão da safra num programa de seguro contra perdas. As discussões farão parte de um seminário que vai acontecer no Tênis Clube Santanense, em Santana do Ipanema, nesta quarta-feira (30), a partir das 9h.

O Seminário da Agricultura Familiar Sustentável é uma iniciativa da Cooperativa Agropecuária Regional de Santana do Ipanema (Carsil) e da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), com o apoio de diversos parceiros, e deve reunir agricultores familiares de pelo menos dez municípios da região.

“A inclusão dos alimentos produzidos pela agricultura familiar na merenda das escolas públicas municipais é um dos temas que mais interessam aos agricultores, principalmente após a publicação, em junho deste ano, de uma lei federal que garante que pelo menos 30% da merenda devam vir dos pequenos agricultores da região”, enfatiza o secretário Jorge Dantas, que fará a abertura do seminário.

Durante o evento, quem vai tirar todas as dúvidas dos agricultores sobre o tema é o coordenador do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Alimentação Escolar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Luiz Humberto. De acordo com a lei 11.947/2009, o preço dos produtos deverá ser o preço de mercado praticado em cada região do país.

Mesmo antes da vigência desta nova lei, alguns municípios já faziam compras aos agricultores familiares para inclusão na merenda. Um deles é Santana do Ipanema. “O município já compra mel e hortigranjeiros dos pequenos produtores”, cita o engenheiro agrônomo Miguel Antônio Oliveira, gerente regional da Seagri.

Segundo ele, um dos fatores para que os agricultores consigam efetivar vendas aos municípios é a organização. “Os agricultores devem estar organizados em cooperativas e garantir o fornecimento do produto durante o ano todo, sem intervalos ou redução por conta de fatores externos, como entressafra”, explica Miguel.

Garantia-Safra — Em Alagoas, 38 municípios estão cadastrados no Garantia-Safra. Para participar, é necessário aderir ao Garantia-Safra anualmente. Esta adesão deve ser feita pelos Estados, municípios e agricultores.

Recebem pagamentos os agricultores que aderiram nos municípios em que é detectada perda de pelo menos 50% da produção de algodão, arroz, feijão, mandioca e milho por conta da seca ou do excesso de chuvas.

Os benefícios são pagos diretamente aos agricultores, em parcelas mensais por meio de cartões eletrônicos disponibilizados pela Caixa Econômica Federal. As condições do programa serão apresentadas pela coordenadora Nacional do Garantia-Safra, Dione Freitas.

Crédito fundiário — Segundo dados da Unidade Técnica Estadual (UTE), ligada à Seagri, existem cerca de 2 mil famílias assentadas pelo programa em Alagoas. “Nossa meta é assentar mais mil famílias até dezembro de 2010. Já temos 550 famílias cadastradas, aguardando a finalização dos processos”, ressalta Josemário Medeiros, gerente da UTE que fará a palestra sobre o tema.

Segundo o secretário de Reordenamento Agrário do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Adhemar Lopes de Almeida, que esteve em Alagoas no dia 7 de agosto para uma sessão especial do Conselho Estadual de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Cedafra), o Crédito Fundiário complementa as ações de reforma agrária no país e se constitui num meio de democratização de acesso à terra.

“Desde que foi criado, o programa já investiu R$ 1,9 bilhão em todo o país. Em 2003, apenas 30% das famílias assentadas recebiam assistência técnica; hoje já são 66%, mas sabemos que ainda não é o bastante”, afirmou o secretário do MDA.

O país da agroenergia

O potencial brasileiro para produzir biocombustíveis e elevar a produção de alimentos (Luciana Paiva)
Nos três primeiros dias deste mês de junho, a capital paulista vai se transformar no palco para o principal evento internacional sobre etanol - o biocombustível mais utilizado do mundo. O Ethanol Summit está em sua segunda edição e é um seminário bianual promovido pela União da Indústria da Cana-de-açúcar (Única), principal entidade representativa do setor. Quase 150 palestrantes do Brasil e de todos os continentes participarão de 25 painéis e seis sessões plenárias. O evento contará com a presença do presidente Lula, de José Serra, governador de São Paulo, e de Bill Clinton ex-presidente dos Estados Unidos.
Clinton criou a Fundação William J. Clinton, um dos projetos da Fundação reúne lideres globais para desenvolver e implementar soluções inovadoras para alguns dos problemas mais graves do mundo, entre eles, o aquecimento global e a geração de alimentos. Dois temas que envolvem diretamente a produção de biocombustíveis. O assunto é tão relevante, que em uma das plenárias do Ethanol Summit a discussão será: A agricultura poderá abastecer o mundo com alimento e combustível? Quem responderá a esta e outras questões é Kjell Aleklett, físico e professor do Departamento de Física, Astronomia e Sistemas Globais de Energia da Uppsala University. Aleklett participou de um estudo que avalia o total de energia oriunda da agricultura disponível para o mundo.
Enquanto o mundo apresenta dúvidas se é possível produzir alimentos e energia, pesquisadores brasileiros têm certeza de que o Brasil é um dos países com maior potencial para a produção de combustíveis a partir de biomassa. Aqui ainda há muito a ser aproveitado, pois, atualmente, o País explora menos de um terço de sua área agriculturável, o que constitui a maior fronteira para expansão agrícola do mundo, cerca de 150 milhões de hectares. Desta forma, temos a possibilidade de incorporar novas áreas à agricultura para geração de energia sem competir com a agricultura para alimentação e com impactos ambientais limitados ao socialmente aceito.
O Brasil é campeão – Frederico Durães, chefe geral da Embrapa Agroenergia, salienta que o Brasil detém a maior diversidade biológica do mundo (Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado), diversidade de clima e de solo, além de poder contar com água, área, sol e equipes de excelência, nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação agronômica e de processos de conversão industrial. “O mundo pede mudanças na sua matriz energética, não é mais possível ficar dependente de combustíveis fósseis. O biocombustível é uma alternativa totalmente viável, o nosso etanol de cana-de-açúcar é a melhor prova concreta sobre isso”, afirma.
Segundo Durães, o Brasil apresenta 851 milhões de hectares, dos quais de 350 a 400 milhões são considerados agricultáveis, a agricultura ocupa 65 milhões, desse total, 23,5 milhões são ocupados por soja e 8,5 milhões por cana. Da soja tira-se o óleo comestível, o farelo e ainda assim, é responsável por 80% do biodiesel produzido no País. No Brasil é consumido 40 bilhões de litros de diesel por ano, a adição de biodiesel é de 3%, então são 1,5 bilhão de litros de biodiesel, desse total 1,2 bilhão de litros é proveniente da soja. Da cana são produzidos 28,5 bilhões de litros de etanol e mais 32 milhões de toneladas de açúcar. Isso significa que não plantamos soja apenas para produzir biodiesel e nem cana só para produzir etanol, temos capacidade tranquilamente para fazer as duas coisas e vamos aumentar muito a produção, seja com o aumento de área, seja com o avanço tecnológico permitindo maior produtividade e maior eficiência industrial”, explica Durães.
A agroenergia é muito ampla – Durães observa que a agroenergia é muito ampla, a Embrapa Agroenergia, criada em 2006, desenvolve estudos na produção de etanol, biodiesel, biogás, florestas energéticas e resíduos agropecuários e florestais, mas cada um desses tópicos apresenta várias vertentes, por exemplo, no caso do etanol, existe o de cana, de grãos, celulósico...
O objetivo das pesquisas é apurar as alternativas economicamente viáveis, socialmente responsáveis e ambientalmente corretas, ou seja, que apresentem os princípios da sustentabilidade. O fundamental, alerta Durães, é o investimento e a continuidade das pesquisas, pois, vários países, apesar de aparentemente “torcerem o nariz” já estão “de olho” nos biocombustíveis como alternativa para crise do campo, diversificando mercados, melhorando a rentabilidade dos produtores de grãos, cana e outras oleaginosas; e para a crise ambiental, visando a diminuição da emissão de gases de efeito estufa.
Segundo estimativas da International Energy Agency (IEA), pode-se prever que 20% de decréscimo nas emissões desses gases, até 2030, virá por conta do aumento do uso de combustíveis renováveis, como o etanol e o biodiesel brasileiros.
O exemplo concreto do etanol – em 30 anos, o Brasil desenvolveu o maior e melhor projeto de combustível renovável do mundo, o etanol de cana-de-açúcar tem uma redução confirmada de até 90% de emissões de gases de efeito estufa em comparação com a gasolina. Hoje, mais de 90% dos veículos novos vendidos no País são com a tecnologia flex que permite abastecer com álcool ou gasolina ou os dois. Tecnologia brasileira.
A produção de etanol da cana também é uma tecnologia brasileira, mas nos últimos tempos, depois que os holofotes se voltaram para o etanol, começou-se a falar que essa tecnologia é ultrapassada, o negócio é o tal do etanol de segunda geração, muito mais eficiente. No entanto, um estudo realizado pelo o físico José Goldemberg, ex-ministro da ciência e tecnologia e hoje professor e pesquisador da Universidade de São Paulo, mostra que ainda há muito espaço para crescer com a atual tecnologia empregada pelas usinas brasileiras.
Goldemberg sentiu a necessidade de examinar o tema ao constatar que existe um grande movimento nos Estados Unidos e na Europa a favor de investimentos na tecnologia de segunda geração, ou a busca pelo chamado etanol celulósico. Neste caso, o combustível é produzido a partir da celulose, que, ao invés da cana ou do milho, pode vir de inúmeras fontes - de cascas de árvores, resíduos vegetais e capim, a pneus e lixo urbano. “Os americanos estão excitados pela tecnologia de segunda geração porque não têm cana-de-açúcar nos EUA. Querem mostrar que a tecnologia atual não tem futuro”, explica o professor.
Ele destaca que mesmo no Brasil, os investimentos em busca do etanol celulósico já consomem entre R$50 e R$100 milhões por ano em pesquisas, enquanto os valores investidos só nos Estados Unidos atingem centenas de milhões de dólares. Goldemberg defende que a chegada do etanol de segunda geração não decretará o fim da tecnologia existente, como alguns imaginam. “Há muita área no mundo que poderia aumentar a plantação de cana, assim como países que hoje praticamente só produzem açúcar, como África do Sul e Colômbia, que poderiam se voltar também para o etanol”, sugere o professor.
A cana produz biocombustível e gera alimentos – o sucesso do etanol despertou a ira de seus concorrentes, e passou a correr o mundo a notícia de que a cana rouba espaço dos alimentos. Apresentamos dois exemplos de que se pode produzir cana e cereais na mesma área. Desde a década de 80, os produtores de cana da região de Ribeirão Preto optaram pelo amendoim como opção de rotação de cultura na época de renovação dos canaviais. Quando o preço do amendoim está bom, o lucro cobre os custos de implantação do canavial, ou no mínimo a redução de custos é de 30%.
Segundo Denizart Bolonhezi, engenheiro agrônomo e pesquisador do Pólo Regional do Centro Leste coordenado pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), essa prática permite a melhoria da fertilidade do solo, por meio do fornecimento de nitrogênio para cana seguinte; redução da população de nematóides; diversificação da renda do agricultor; e o auxílio no controle de plantas daninhas na cana seguinte.
Na região de Ribeirão Preto o amendoim ocupa aproximadamente uma extensão de 40 mil hectares, e apenas é cultivado em áreas de renovação de cana, a cada ano, aproximadamente 20% dos canaviais são renovados. A região é responsável por 40% da produção nacional de amendoim, o Estado de São Paulo é o maior produtor do Brasil e este ano a produção foi superior a 5 milhões de sacas (25 kg).
Feijão Doce – na mesma região, pesquisadores e produtores investem na prática de cereais, mais especificamente feijão, nas entrelinhas da cana. O projeto chama-se Feijão Doce, e utiliza a variedade IAC Alvorada.
O experimento pioneiro iniciou em agosto de 2008 em parceria com o proprietário José Luiz Balardim, na Fazenda São José, em Barrinha, SP, e tem apresentado resultados preliminares aceitáveis. O feijão é plantado na entrelinha da cana e tem um ciclo de 90 dias. De acordo com o pesquisador Denizart, o projeto objetiva analisar o desempenho das lavouras e fornecer dados para os canavicultores que desejam iniciar a produção em consórcio em suas propriedades.
Benefícios – de acordo com o engenheiro agrônomo e também pesquisador do Pólo Regional do Centro Leste/APTA, José Roberto Scarpellini, esse cultivo pode trazer vários benefícios. “Acrescenta nitrogênio naturalmente na cultura da cana, o preço é vantajoso e utiliza melhor a área”, esclarece. A cultura que está sendo testada em canavial de três cortes foi plantada em área irrigada, no sistema de plantio direto sobre palhada de cana crua, pois dispensa técnicas de revolvimento do solo.
O pesquisador Denizart informa que a meta do projeto é transformar essa região produtora de cana em também produtora de alimentos. “O ‘Feijão Doce’ prevê o cultivo do alimento em meio aos canaviais em crescimento. Uma prova de que é possível produzir etanol e na mesma área alimentos, assim combatemos as críticas internacionais”, observa.

O Projeto da Cana de Açúcar
Em Queimados foi publicado nos seguintes Jornais e Sites:  "Site  Página Rural "dia 10/03,   "O FLUMINENSE" dia 29/03, Site da Prefeitura Municipal de Queimados, no dia 31/03, "JORNAL HOJE"- Nova Iguaçu, dia 01/04, JORNAL HORA "H"- dia 01/04, ZMNOTICÍAS- 01/04, Site da" Indústria Brasileira.com” dia 11/04 " O DIA BAIXADA', dia 12/04, "A VOZ DOS MUNICÍPIOS", dia 12/04; Entre Outros.

De 6 a 14 de Junho, decorre em Santarém mais uma edição da 56.ª Feira do Ribatejo, 46.ª Feira Nacional de Agricultura.

Este ano uma das novidades será a presença forte dos municipios da Comunidade Intermununicipal da Leziria do Tejo, que vão compor o espaço Ribatejo, instalado na zona dos claustros e vão assegurar a organização de várias actividades nos 9 dias de feira.

O regresso das tasquinhas vai também marcar a edição deste ano.

A organização reconhece que os espaços que servem comida e bebida tem estado muito centrados em restaurantes, e por isso a exploração vai ficar entregue a várias associações e clubes da região.

Quanto a preços, os 4 euros de bilhete diario, como nos anos anteriores são para manter.

Estão ainda disponiveis cadernetas de 10 bilhetes por 25 euros (mas somente até a vespera da feira) e bilhetes “livre transito” por 12,5 euros.

A segunda-feira dia 8, será o dia de entrada livre.

Quanto a espectaculos, a oferta é variada.

Os Deolinda, novo projecto de musica portuguesa actuam no dia 6, Tony Carreira canta no dia 9, Rita Redshoes no dia 10, Ana Free a 12 de Junho e Os Azeitonas no dia 13.

Com um orçamento de 800 mil euros, menos 20 % que em edições anteriores, a edição deste ano não fica a dever nada aos anos anteriores, segundo João Machado, presidente do CNEMA.

João Machado disse ainda que este ano, prevê-se que haja mais empresas a expor.

Este ano, a feira decorre a par das comemorações do 10 de Junho em Santarém. Cavaco Silva já disse que vai visitar o certame no dia 9.

Luis Mira, administrador do Cnema, disse que a feira está atenta à presença do numero elevado de figuras de estado na cidade.

RM - 11.05 Luis Mira

Ao nivel da agricultura, serão debatidos temas relacionados com o desenvolvimento rural, exame de saude da PAC e utilização das energias renovaveis entre outros.

A par da feira decorre ainda o 2º Salão Nacional da Alimentação, o 3º Salão Nacional do Azeite e o Festival Nacional do Vinho.

Horário

Fins de Semana e Feriados
6,7,10,11 e 13 de Junho

Nave A: 10h00 às 22h30
Nave B: 10h00 às 22h30
Zona Maquinaria Agrícola: 10h00 às 22h30
Zona Exterior: 10h00 às 22h30
Actividades Lúdicas: 10h00 às 03h00

Domingo, 14 de Junho
Todo o recinto: 10h00 às 20h00

Restantes Dias
8,9 e 12 Junho

Nave A: 11h00 às 22h30
Nave B: 11h00 às 22h30
Zona Maquinaria Agrícola: 11h00 às 22h30
Zona Exterior: 11h00 às 22h30
Actividades Lúdicas: 11h00 às 03h00

Salão Nacional de Alimentação, Salão Nacional do Azeite e Festival do Vinho
(6 a 11 Junho)

Nave A: 13h00 às 22h30

Parque de Estacionamento: Gratuito

Entradas
Bilhete Simples: 4,00 €
Cadernetas 10 Bilhetes: 25,00 €
Livre - Trânsito 12,00 €
Dia 8 de Junho, segunda-feira: Entrada Livre
Entrada gratuita para crianças até aos 11 anos (inclusive)

Alagoas passa para a zona de risco médio da aftosa

Um sonho de 10 anos tornou-se realidade nesta quarta-feira, 15, quando foi confirmada, pelo Ministério da Agricultura, a passagem de Alagoas da zona de risco desconhecido para a zona de risco médio da Febre Aftosa. Agora, bovinos e bubalinos do Estado poderão transitar, sem restrições, pelos estados do Nordeste (com exceção de Sergipe e Bahia) e, tomados alguns cuidados, pelos demais estados do país, que são considerados livres da aftosa. Depois dessa vitória concretizada, a meta final - que é passar a fazer parte dos estados que estão na zona livre da doença - está muito próxima, e deve se tornar realidade até o final deste ano.

A notícia foi comemorada pelo governador Teotonio Vilela Filho, que abraçou a causa e se engajou, juntamente com o secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), Jorge Dantas; com o diretor-presidente da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), Hibernon Cavalcante; e com servidores da agricultura, para que Alagoas desse esse importante passo para o desenvolvimento da atividade agropecuária, pois, apesar de possuir um rebanho de alta qualidade genética, estava impedido de comercializá-lo por fazer parte, até então, da zona de risco médio da aftosa.

“O Estado vive hoje um momento histórico. Tivemos uma mobilização conjunta para conseguirmos atingir essa meta. O ministro (da Agricultura, Reinhold Stephanes) ligou para mim hoje e disse que Alagoas estava de parabéns, que havia sido aprovado na auditoria e que, até o final do ano, passaria para a zona de risco livre. Eu agradeci e ele disse que não tinha o que agradecer, pois o mérito é de Alagoas”, destacou o governador.

O secretário Jorge Dantas explicou que, agora, além da comercialização do rebanho passar a ser possível, exposições e feiras com participação de animais vindos de qualquer parte do país também poderão voltar a acontecer no Estado, assim como os animais de Alagoas — que possuem uma das melhores qualidades genéticas do país — também poderão, a partir de agora, sair do Estado e participar desse tipo de evento.

“O rebanho de Alagoas, que é de altíssima qualidade, vai poder transitar livremente pelos estados que possuem zona de risco médio da doença e, nos estados que já são zona livre da aftosa serão necessários apenas alguns cuidados como respeitar a quarentena, por exemplo”, contou o secretário. Dantas fez questão de informar que a vaca mais cara do mundo é alagoana e que o Nelore alagoano é um dos melhores do país.

Segundo ele, a passagem da zona de risco desconhecido para a zona de risco médio da aftosa é a mais difícil e demorada de todo o processo. Estar na zona de risco médio significa estar muito próximo da zona livre, pois, de acordo com Dantas, nessa fase, cerca de 80% dos requisitos necessários para atingir a meta final, já foram cumpridos.

“O difícil era sair da zona de risco desconhecido para a zona de risco médio. Agora, nós vamos manter as ações já realizadas e fazer alguns ajustes para que Alagoas passe para a zona de risco livre. Eu posso dizer que cerca de 80% do que é necessário para que isso aconteça já foi feito. Agora, baseados no relatório que será enviado pelo ministério, nós vamos estipular novas metas para nos tornarmos livres da aftosa”, comemorou Dantas.

Hibernon Cavalcante destacou a determinação do governador e o engajamento das equipes que trabalharam, incessantemente, para que a meta de passar para a zona de risco médio pudesse ser alcançada. Ele apontou a realização do concurso público como uma das principais ações realizadas no intuito de cumprir o que foi estabelecido pelo ministério. “Todos nós estamos de parabéns. A mobilização fez com que isso acontecesse”, disse.

Para o governador, além de trazer a valorização do rebanho do Estado, a nova classificação também vai contribuir para a vinda de novos investimentos para Alagoas, como frigoríficos e indústrias de beneficiamento de leite, o que significa mais emprego para os trabalhadores do campo. “Parabenizo os produtores e os servidores da secretaria”, disse Teotonio.

“Agora, vamos cumprir as tarefas que serão apontadas pelo ministério para, posteriormente, solicitarmos uma nova auditoria e nos tornarmos livre da aftosa”, completou Dantas.

Interior — Antes de receber a notícia de que Alagoas havia saído da zona de risco desconhecido, o governador Teotonio Vilela Filho esteve em Monteirópolis, onde participou da conclusão da primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no município, que será o primeiro a finalizar essa etapa da vacinação.


PROJETO DA CANA DE AÇÚCAR NO MUNICÍPIO DE QUEIMADOS.
 
O Srº. CHRISTINO ÁUREO DA SILVA (SEAPA) Secretário Estadual de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro/RJ, e o Srº. ARIVALDO RIBEIRO VIANA, Diretor Técnico da (PESAGRO-RIO), atendendo a solicitação dos Produtores de Leite do Município de Queimados / RJ, através do Srº. ANTONIO JORGE FERREIRA DOS SANTOS, Presidente da COOPERATIVA MISTA AGROPECUÁRIA DA BAIXADA FLUMINENSE (COOMABAF), estão introduzindo no Município variedades de Cana de Açúcar, com o objetivo de atender os Cooperados em suas necessidades de manter os Gados alimentados durante o período da Seca, abrangendo áreas de diversas topografias visando a produção de cachaças, rapaduras, caldos, e também a implantação da BACIA LEITEIRA  entre outros.
Hoje possuímos o Plantel de 3 Mil Cabeças aproximadamente de Gado no Município, acreditamos que com esse Projeto aumentará o número de animais e conseqüentemente a Renda dos Produtores Rurais e também  os Empregos no Campo, bem como integrar o Programa RIO GENÉTICA, coordenado pela Secretaria Estadual de Agricultura.
 A Prefeitura do Município de Queimados, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Agricultura, acampou a idéia do Projeto e o Srº. Secretário CARLOS ROBERTO DE MORAES (Vereador CARECA), disse que o interesse maior da Prefeitura é transformar o Município de Queimados em um Pólo Distribuidor de Mudas para todos o Municípios da Baixada Fluminense, resultando em maior geração de empregos e desenvolvimento na área Rural.
A COOMABAF, sabedora de interesses dos Produtores Rurais do Distrito de Engenheiro Pedreira, Município de Japerí/RJ, na participação desse Projeto, instalou no dia 20 de Março próximo passado o Primeiro Núcleo da Cooperativa em Japerí, esperando expandir o PROJETO DA CANA, como também apresentar novos Projetos Agropecuários.

COOMABAF recebe Registro Provisório
Presidente da Cooperativa Mista Agropecuária da Baixada Fluminense recebe certificado do Sistema OCB/RJ

O Sistema OCB/RJ entregou terça-feira (17/03), o Registro Provisório de nº 1847 à Cooperativa Mista Agropecuária da Baixada Fluminense (COOMABAF).

O presidente da COOMABAF, Antonio Jorge, recebeu o certificado das mãos da superintendente do Sescoop-RJ, Maria de Fatima, e dos técnicos do setor de Autogestão.

Antonio Jorge agradeceu o empenho da equipe e está disposto a mudar a realidade dos seu sócios. "Vamos trazer novos negócios para a cooperativa", disse.

Cana-de-Áçucar vai aumentar produção de leite em queimados ( RJ )

A qualidade e quantidade da alimentação fornecida ao rebanho bovino é um dos itens fundamentais quando o assunto é a melhoria da produção leiteira. Interessados em aumentar a oferta de leite no município, produtores de Queimados, na Região Metropolitana do Rio, através da Cooperativa Mista Agropecuária da Baixada Fluminense - Coomabaf, procuraram a Pesagro-Rio, vinculada à Secretaria de Agricultura, para a introdução de variedades de cana-de-açúcar para suprir as necessidades alimentares do gado de leite na época da seca.

Com a tecnologia repassada pela empresa de pesquisa agropecuária fluminense, a cooperativa instalou, no último ano, dois campos de produção de mudas com a variedade RB 867515, com um hectare cada um. A implantação de mais dois campos, com as variedades RB739735 e SP792233 está prevista para este ano. Estas espécies apresentam bom desenvolvimento vegetativo, boa brotação de soqueiras, além de serem ricas em açúcar.

De acordo com o pesquisador Arivaldo Ribeiro Viana, diretor-técnico da Empresa, essas variedades alcançaram a média de 100 toneladas de cana por hectare, em experimentos conduzidos pela Estação Experimental da Pesagro, em Campos dos Goytacazes. Esse número representa o dobro da média estadual, que gira em torno de 50 toneladas por hectare.

– Com o uso intensivo da cana-de-açúcar como suplemento alimentar, espera-se dobrar a produção de leite no município, que atualmente está em torno de 485 mil litros/ano, com a redução dos intervalos de partos anual entre as vacas. Além de maior oferta do produto, permitirá melhor renda para o produtor – enfatizou.

Viana ressaltou que a ação em Queimados faz parte do programa Rio Leite, implementado pela Secretaria de Agricultura para o aumento da produção leiteira fluminense.

Na estação experimental da Pesagro-Rio em Campos são realizadas também pesquisas com cana-de-açúcar voltadas para a produção de açúcar, etanol, caldo e cachaça artesanal. Esse trabalho vem sendo conduzido ainda na Região Serrana e Noroeste do estado, nos municípios de Carmo e Miracema, respectivamente.